Nada assusta mais do que não saber para que é que os dias servem. Eu, por exemplo. arrasto toda a semana atrás de mim um sem número de coisas, algumas prazenteiras outras nem por isso, que urgem fazer e para as quais o tempo nunca chega no frenesim do quotidiano. Quando chega o fim-de-semana e eu rodo, enfim, a chave na fechadura e entro em casa, é indescritível a dimensão do alívio, a alegria, tudo! Parece que o pesadelo acabou. olho para a frente e tudo é ânimo e satisfação, como se esse ansiado estado de graça fosse dar para tudo e mais alguma coisa. melhor: como se tivesse chegado para ficar e não fosse acabar nunca.
É por isso que nunca entendo bem omo é que afinal nunca chega para nada, como é que as coisas urgentes transitam invariavelmente para fazer de semana para semana. Vá lá que hoje esta constatação de facto não me trouxe a reboque aquele estado de desespero e depressão em que caio a cada anoitecer do último dia de descanso!…

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